| "Inho, vamos embora?" |
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quarta-feira, 17 de setembro de 2014
Pobre Rapunzel
Comecei a escrever esse texto 3x. Nunca consegui fio pra puxar esse pensamento. Escrever sobre o medo que não conhecia é um tanto desconfortável. Vivia a dizer que não tinha medo de altura - subi em árvore na infância, pulei muro, em prédios de muitos andares nem me incomodo, mas neste lugar foi diferente. Imagine só uma vista panorâmica de toda uma cidade? Imagine só uma torre telefônica sustentada a 109m do chão? Não é nada apavorante, é lindo, é livre. Mas a sensação de que o vento poderia derrubar a torre,ah, isso sim era apavorante. Descobri um medo que não tinha. Medo de altura. Que altura qualquer,não? Pois bem. Medo de estar livre pra ver tudo de tão alto e em todo o redor. Tão livre. Dá vontade de ficar correndo e apontando cada lugarzinho daquela cidade. Curitiba. Que saudades. Que viagem. Que medo do medo que dá, Lenine.
terça-feira, 10 de junho de 2014
O Olho de Niemeyer
Depois de almoçar uma saborosa feijoada mineira, com direito a doces de maçã e mamão como sobremesa, fomos direto ao Museu Oscar Niemeyer, conhecido como Museu do Olho, pelo seu formato de olho. Contemplar a arte requer tempo, paciência e tranquilidade e definitivamente não contamos com essas três coisas naquele dia (era um sábado). Era muita coisa pra ser visitada, meu irmão dizendo que os artistas tinham fumado maconha
Encontramos coincidentemente uma exposição sobre as origens do fotojornalismo no Brasil, na qual havia um pouco de tudo que eu tenho estudado - revistas de moda, revistas em francês, revistas em inglês e fotos históricas, incríveis. Não dá pra registrar tudo, mas peguei algumas bem interessantes, como Hitler chez lui (Hitler em sua casa) ou a morte de Getúlio Vargas. Eu poderia ter ficado o dia inteiro ali, lendo e descobrindo um pouco de cada história, mas hello! só tínhamos um final de semana para passeios turísticos.
Tem um espaço do museu voltado para o próprio Oscar Niemeyer, que certamente tomaria horas de estudantes de arquitetura; tinha uma exposição com acessórios indígenas e tantas coisas mais.
| Mais fotos no final do post! |
A parte mais difícil do passeio foi tirar uma foto em frente ao olho gigante, cabendo todo o olho e eu de figurante, parecendo uma formiguinha (meu irmão precisou atravessar a rua, coitado).
Percebi uma organização e rentabilidade que não tenho visto nos museus da heróica Cachoeira, que poderia estar arrecadando bem com o turismo cultural (pagamos R$3,50 cada para entrar); o Museu contava com um café-cult super agradável (e caro - nem passei da porta).
Arte por toda parte:
Interatividade
Percebi uma organização e rentabilidade que não tenho visto nos museus da heróica Cachoeira, que poderia estar arrecadando bem com o turismo cultural (pagamos R$3,50 cada para entrar); o Museu contava com um café-cult super agradável (e caro - nem passei da porta).
Rua dos Museus. Mundo do Arquiteto. Local: Museu Oscar Niemeyer - Curitiba - Paraná - Brasil
Arte por toda parte:
| "What porra is this?" (Vivaldo Junior) |
| Quem era Monalisa? |
Fotojornalismo - o fotojornalismo no meu post e em exposição !
| "Só deixo o meu cariri no último pau de arara" |
| Hitler em sua casa - pela primeira vez um fotógrafo entrou na residência do furher |
| Quatro séculos de moda e cá estou a pesquisar os blogs! |
Turistando com o older brother
| Isso que eu chamo de olho grande. |
| To de olho, heim! |
| Lindamente lindos! E humildes. E lindos. |
| De perfil?! |
sexta-feira, 6 de junho de 2014
Opera de Arame
Assim que chegamos na Ópera de Arame, lembrei de imediato do clássico Adeus, Lênin: Meu Deus, o capitalismo tomou conta dos pontos turísticos de Curitiba? O que vai ser do socialismo agora?
Digamos que a resposta é não e ninguém se preocupa com isso. Na verdade, o que acontecia no espaço era um festival de escolas, pré-copa (nunca ouvi tanto a Gaby Amarantos cantando pra espalhar felicidade), com dezenas de adolescentes histéricos e pais amorosos (com anteninhas de Coca-cola).
A Ópera de Arame é enorme. Foi construída com tubos de aços e estruturas metálicas, dando a sensação da fragilidade por parecer ter sido feita de arame, daí o seu nome, daí. Inaugurada em 1992, já recebeu pianistas e artistas ilustres - tem uma parede na área externa cheia de placas sinalizando essas pessoas, eu queria ter levado uma placa com meu nome, mas não fui avisada com antecedência infelizmente. Atualmente, a capacidade do teatro é de 1.572 espectadores (imaginei um espetáculo de dança pra tanta gente quando vi esse número); foi reduzida após a reforma em 2006 para conservar a estrutura.
Se você for, não esqueça de usar sandálias sem salto porque...o acesso ao teatro é em uma passarela metálica cheia de buraquinhos (não sei os nomes dos buraquinhos ou da placa metálica porque... sou de humanas).
Ainda com esse festival de escolas e a decoração capitalista da Coca-cola, eu adorei o lugar e, na próxima visita, irei observar a programação para visitar como espectadora e não somente como turista. É um gelo só, pois é cercado de árvores e tem uma queda d'água (é uma cascata artificial), que na ocasião contava com uma lata gigante de Coca que me deu gastrite só de pensar em bebê-la completamente.
Rua dos teatros. Mundo dos artistas. Local: Ópera de Arame, Curitiba, Paraná, Brasil.
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