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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Ajudai os peregrinos, São Pelegrino!

Diante da chuva e dos trovões, chegamos na Igreja de São Pelegrino. Se não fôssemos turistas, as pessoas poderiam até dizer que estávamos lá apenas para passar a chuva, mas no way. A igreja estava vazia na hora que chegamos, deu até pra colocar a câmera em um dos bancos e programar o timer pra tirar foto.
Como quase todos os outros pontos de Caxias, a Igreja também está ligada à devoção de imigrantes italianos ao Santo. Desde o teto, todas as paredes e a porta da igreja são repletas de arte. A vontade que dá é de deitar no chão pra ficar observando cada detalhe das pinturas do teto, principalmente a que destaca o Juízo Final - obras de Aldo Locatelli.
Alguns cliques:



Para ver +, clique em Mais informações*:

domingo, 21 de setembro de 2014

Uma Casa de história

A previsão do tempo indicava mais de 80% de possibilidade de chuva, mas a veia turística pulsava e, poxa, quando eu estarei de bobeira pelo Sul do Brasil de novo?! Perguntando de pessoa em pessoa, qual linha passava próximo, finalmente chegamos a Casa de Pedra. E o que é a Casa de Pedra? Uma casa feita de pedra, ora bolas! Mas não somente uma casa; já havia sido casa, açougue, curral e muitas coisas antes de ser adquirida pela prefeitura de Caxias do Sul em 1974 (graças ao centenário da imigração italiana) e se tornar um museu charmoso, frio e aconchegante. 

Com medo da chuva e com a própria chuva, acabei não fotografando muito a parte externa da casa, mas muito trouxe da parte de dentro. Dividida em 2 espaços no térreo e um outro no primeiro andar, a casa dispõe de uma espécie de salão (onde as pessoas são recebidas ao chegar) e uma cozinha-banheiro-tudo, pois teoricamente era assim que funcionava; e no primeiro andar um quarto coletivo. 

Algumas coisas históricas engraçadas: Toda a família tomava banho usando a mesma água e era o primeiro era o pai, chegando até o caçula (que deveria ficar bem imundo). As mesas tinham compartimentos para esconder a comida em caso de visitas indesejadas chegarem (eram tempos de muitas dificuldades). A Casa de Pedra levou 10 anos para ser construída e é feita totalmente de pedras assentadas e rejuntadas com barro (algo similar às nossas casas de taipa no sertão nordestino). Ter guarda-roupa era o$tentação! Crêem? Era sinal de casa própria; quem não tinha casa própria, usava os baus para transportar roupas e pertences. A maioria dos medicamentos que existiam eram para prisão de ventre (!!!), único mal realmente palpável que eles (imigrantes, possíveis primeiros moradores da casa) conheciam. Muitas pessoas morriam de câncer, pois as panelas eram feitas de chumbo, metal altamente cancerígeno.
Muita suposição e muita imaginação ajudam no passeio. Não é difícil fazer referências a novelas globais, cujos cenários e figurinos foram bem produzidos. Muitos dos objetos que compõem a ambiência da casa foram doados por pessoas da cidade (objetos herdados de família, a maioria)
Enquanto viajávamos pela história desse lugar, uma chuva torrencial começou lá fora e aproveitamos o Museu Ambiência para esperar a chuva diminuir (o que não aconteceu, então tomamos um banho). 
Em seguida, Igreja de São Pelegrino. Conto no próximo post! Confira as fotos da parte interna, com legendas explicativas:

Embaixo desses potes que supostamente serviriam para guardar mantimentos, tem uma espécie de pia, com uma encanação simples que levaria a água utilizada para o lado de fora. Ao lado, tem um forno que ficava pro lado de fora da casa também - o medo de incêndios era algo muito forte.
Ah! Além disso, as pessoas tomavam banho na cozinha pois era o cômodo mais quente da casa (vigilância sanitária pra quê?)

Essa é uma mesa de jantar (com as gavetas, como eu falei). Em cima dela,  formas retangulares para bolos e uma enorme e pesada máquina de fazer pão, que precisava de 4 pessoas para ser manuseada.

 Alguns equipamentos para o trabalho agrícola


sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Segunda não tem Museu!

Morei na histórica Cachoeira por três anos e poucas vezes visitei os museus e espaços de exposição da região; nestas vezes, nunca me atentei para o dia da semana. Na segunda-feira (01/09), tínhamos um roteiro completo dos lugares que visitaríamos, but esquecemos um detalhe: museus não abrem nas segundas! Você já sabia disso? Pois, desculpem a vergonha... Não saberíamos até hoje se não fosse a simpática senhorinha que nos atendeu e nos explicou calmamente no Museu dos Ex-Combatentes das Forças Expedicionárias Brasileiras (FEB) na II Guerra Mundial. Numa visita aberta exclusivamente para nós, podemos observar uma parte da história de aproximadamente 130 homens que lutaram na Itália durante a II Guerra. Infelizmente, não dava pra fotografar, mas fiz um videozinho bem curto do meu celular (que ficou muito ruim de ver qualquer coisa, mas o que vale é a intenção).


Depois de informadas que segunda não é dia de museu, partimos para a praça Dante Alighieri, que representa o marco zero da cidade. Quanta flor e quanta cor! E olhe que estávamos no finalzinho do inverno... E tudo intacto (algo que não aconteceria na nossa Bahia)! Pessoas andando para lá e para cá, e alguns perdidos sentados, vendo a vida passar...













Aproveitando que Igreja, diferente de Museu, abre todos os dias, visitamos a Catedral de Caxias do Sul, dedicada a Santa Teresa (uma homenagem dos imigrantes a imperatriz Teresa Cristina, esposa de Dom Pedro II, nosso velho conhecido). Vitrais e beleza a parte, ficamos bem comportadas para não atrapalhar alguns beatos em oração.
Para tentar concluir o roteiro, fomos ao Parque dos Macaquinhos que foi bem mais esquisito que o Farroupilha, em Porto Alegre. Apenas um clique lá(abaixo):


Como precisávamos estar no longínquo Campus 8 às 14 horas, o passeio de segunda encerrou por ali, com um almoço no Croassonho (gente, to apaixonada pela fast/junk food desse lugar!) e a espera pelo bus "10º Colóquio de Moda// Campus 8", o ônibus mais fashion que já vi.

Para ver mais fotos, clique abaixo:











quinta-feira, 11 de setembro de 2014

A obrigação

Chegamos a Caxias do Sul na tarde do sábado (31 de agosto) e a recepção calorosa começou pela temperatura: 20 graus e estávamos quase nos sentindo em casa. Passamos o resto do dia e a noite em stand by, afinal desde a saída de Salvador, na quinta-feira de madrugada, não tínhamos descansado efetivamente (eu sei que viagem não é pra descansar, mas o corpo exige!).
No domingo, bem cedinho, saímos com os pôsteres discretíssimos nas mãos até achar a rua certa do ponto de ônibus e pegar o ônibus errado. Gênias que somos, pegamos o ônibus para a UCS, cidade universitária e não para o Campus 8. Mas, como Deus protege as crianças e ajuda os inocentes, descemos do ônibus errado e quando íamos nos informar com uma desconhecida (???), o ônibus das VIP: "10º Colóquio de Moda" passou lindamente por nós, parecia que tínhamos combinado. Já embarcadas, passamos de novo (!!!) pelo ponto de onde saímos e somente às 9h45 chegamos ao nosso destino.
Pôsteres expostos, fotos aqui, fotos ali, vamos decidir nossa programação. Não vou me ater muito a essa parte, pois será escrito por Larissa pra o blog Trilhos da Moda.
O Campus 8 é tipo universidade + matas +gelo eterno.
Fotografias explicam melhor:


Eixo 4 - Comunicação 

Larissa Molina Alves, Renata Pitombo Cidreira e Naiara Moura Pinto



Eike frio!

Brazilian Soul zzzzzZZzzzZzzzzzz